Dark: Temporada 3

Jun. 27, 2020
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3ª temporada começa quase que precisamente de aonde o ano antecedente havia parado. O apocalipse de Widen está acontecendo, Martha foi baleada por Adam, deixando Jonas sozinho e alucinado até o surgimento de uma outra interpretação de sua amada. Afirmando que vem de “outro mundo”, ela ativa um mecanismo e leva o rapaz a um universo alternativo.

Deixado para trás pela Martha que salvou sua existência, Jonas descobre um mundo que é aproximadamente idêntico ao seu. Nesse passeio do confuso adolescente em busca de respostas, a produção entra em uma continuidade de eventos que soam extraordinariamente familiares. Essa sensação é extraída de um empolgante trabalho que a produção teve para “espelhar” seu episódio de estreia e reiterar acontecimentos, falas e até mesmo figurinos anexo de um moderno contexto. É aí que “Déjà-vu”, o epígrafe do episódio, passa a fazer sentido.

Pela primeira ocasião, Dark oferece ao espectador a impressão de estar no comando, como que estivesse imune a reviravoltas por já tê-las observado anos atrás. Porém, essa firmeza é diluída à cada pequena alteração em relação ao universo de Jonas. Essa dinâmica ao superior estilo “confiar desconfiando” comprovação um grande domínio da roteirista Jantje Friese e do diretor Baran Bo Odar, criadores da série, em criar experiências únicas. Não que seja de se duvidar a habilidade da produção em série em se reinventar, mas a dupla se mostra muito confortável em brincar com as peças que já estavam em jogo.

Novo mundo, novos mistérios

Não é apenas na aparência familiar que a estreia da última temporada de Dark se apoia. O episódio apresenta novos mistérios que podem ser a chave não apenas para compreender como funciona o universo da outra Martha, quanto para solucionar os mistérios do mundo de Jonas. A grande incógnita deixada está na presença do misterioso personagem que apareceu no teaser lançado pela Netflix em maio. Sem muitas explicações, as três versões da mesma pessoa parecem ter interesses que ultrapassam a disputa entre Sic Mundus e Claudia Tiedemann pelo controle do tempo.

Com uma originalidade tão invejável quanto ao atrevimento no que está fazendo, o último ano de uma das mais importantes séries da atualidade não poderia ter um início mais satisfatório. Entregando respostas na mesma medida em que em cria novas dúvidas, Dark se encaminha para um final à altura do legado que construiu até aqui.ade é a máxima sofisticação.

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